DDC-7 PRÁTICAS SOCIAIS E PARTICIPAÇÃODDC-7 PRÁTICAS SOCIAIS E PARTICIPAÇÃO
UNIFAE / São João da Boa Vista
Mestrado Acadêmico em Desenvolvimento Sustentável e Qualidade de Vida


Disciplina de Domínio Conexo (Eletiva): 2 créditos = 30h
Sexta-feira: 8:00h – 11:00h
Professores:
Profa Dra. Carmem Beatriz Fabriani - carmenfabriani@fae.br
Prof. Dr. Luciel Henrique de Oliveira - luciel@fae.br



Pessoal: para não ficar confuso, recomendo que as postagens de trabalhos desenvolvidos seja feito por meio de links para os arquivos.
Luciel



Pessoal Como o video é muito grande estou postando o link do video do George Carlin " Salve o Planeta"

http://www.youtube.com/watch?v=X_Di4Hh7rK0

Pessoal confome combinado estou postando um artigo sobre Sustentabilidade e Educação

Cássio





18/06/2010 - resenha sobre indicadores de sustentabilidade - Cássio





18/06/2010 Slides consumo das famílias em 9 países





18/06/2010
Slides sobre sustentabilidade empresarial - Prive






17/06/2010
Segue abaixo resenha - Indicadores de Sustentabilidade - Amélio



16/06/2010
Resenha "Indicadores de Sustentabildiade" -- Beth Miranda




16/06/2010
Estou postando abaixo minha resenha sobre indicadores de sustentabilidade. Andrea





Segue abaixo prestação de contas - Ambev, analisado pela Beth Miranda




Flávia Martins Guimarães
Mestrado em Desenvolvimento Sustentável e Qualidade de Vida

Resenha: Estudo das Transformações Sociais
O artigo escrito por Castles debate sobre as metodologias de estudos sociais desenvolvidas em paralelo ou ao curso das alterações da história do homem indagando a pertinência de cada uma para estudar a sociedade globalizada, as heranças deixadas pelos diversos métodos durante os processos de desenvolvimento de teorias e meios de estudo da sociedade, apresentando uma nova alternativa que considera as interações transnacionais e seus efeitos no mundo contemporâneo.
As ciências sociais têm origem na constituição do estado-nação e da industrialização, sendo elaborada com a finalidade de inserir modelos e conceitos civilizatórios que facilitassem a expansão do modelo de modernidade embasada no capitalismo, democracia e na hipótese do desemboque da riqueza como desenvolvimento.
Efeitos negativos observados como frutos das transformações advindas do modelo desenvolvimentista moderno inspiraram a teoria da dependência, apresentando como estratégia dos países ricos a manutenção da pobreza e do subdesenvolvimento para exploração permanente dos países pobres. Esta visão, alimentada pelo pensamento Marxista, de defesa das economias nacionais e autonomia política leva os países que assumiram esta linha a se desenvolverem menos que os que se abriram a industrializam e investimento externo, contrariando as análises racionais deste pensamento.
Subsequente a esta observação surgem as teorias neoclássicas e dos sistemas. A primeira divulga fortemente o conceito de neoliberalismo, defensor do Estado Menor e da auto-regulação da economia mantendo a visão de construção social apenas ao âmbito das relações econômicas. A Teoria dos Sistemas analisa a quebra de fronteiras e reconfiguração do estudo sócio-econômico que antes dividia os povos em três mundos conforme seu desenvolvimento, o estabelecimento de novos laços de integração de grupos geograficamente diferentes parindo processo de aculturação apresentando este evento não como a autonomia de países pobres, mas sua inclusão em cadeias da economia global para evitar a marginalização.
As perguntas que o texto gera até este ponto e em sua sequência são: Como estudar as transformações sociais em um mundo globalizado, afetado pela invasão da privacidade devido à tecnologia da comunicação, sem novamente tornar a ciência social um instrumento de modelagem e orientação falido? Para que e com qual propósito estudamos a sociedade e seus movimentos? Será que o princípio Comteniano da Física Social permanece no espírito do cientista social até os dias de hoje? Como se fazer estudo sociológico fosse desafiar-se a elaborar uma nova moral para por ordem o homem após as revoluções históricas? Os efeitos desta prática tem se revelado perigosa, por negar aos construtores a análise de si mesmos, de seus propósitos e dos meios para criar sua história.
Castles demonstra que o estudo das transformações sociais depende de um clareamento do conceito de globalização, pois este é o evento que demarca este tempo-espaço das sociedades, e que atualmente encontramos três grupos de análise sobre a globalização: Hiperglobalizadores, céticos e Transformacionista. Defensores do sucesso da globalização, autogestão do mercado e do Estado-Menor ou críticos de seus efeitos encontram-se no primeiro grupo. Os que negam a existência da queda do poder do estado preferem falar de intercionalização da economia, defendendo que interação entre países pela economia já existe desde antes da Primeira Guerra. O último grupo integra a linha teórica defendida por Castell e “entendem a globalização como o resultado de processos intimamente interligados da mudança de tecnologia, a atividade econômica, governança, comunicação, e da cultura”.
Considerando o fazer social humano em todas estas dimensões no estudo da transformação social o método que surge com base nos estudos transnacionais procura despir-se da onipotência de seus antecessores reconhecendo que não existe apenas um modelo de efeitos ou receitas para corrigi-los e que mesmo com a interrelação dos estudos e ação cooperativa entre os cientistas é preciso respeitar e validar as peculiaridades de cada sociedade, porém zelando pela percepção de que nas redes e fluxos transnacionais existem elementos provocativos das mudanças sociais e, um evento local provoca ecos nas mais diferentes unidades sociais que estiverem entrelaças.
CASTLES. Stephen. Source: International Political Science Review / Revue internationale de science politique, Vol.
International Political Science Review / Revue internationale de science politique, Vol. 22, No. 1, Management of Social Transformations. Gestion des transformations sociales (Jan., 2001), pp. 13-32 Published by: Sage Publications, Ltd. Stable URL: http://www.jstor.org/stable/1601283 Accessed: 19/04/2010 15:08

Resenha: Indicadores de sustentabilidade - integrando qualidade de vida e proteção ambiental

Levett, eticista e especialista em desenvolvimento sustentável dialogam sobre a importância do processo de criação e análise dos indicadores de sustentabilidade. Para ter valido um indicador deve ser mensurável, científico, gerar ressonância e prover recursos para decisões políticas.
Isoladamente um indicador pode gerar analise equivocada da realidade, mesmo provido do fato principal da situação a ser avaliados, os chamados indicadores de ressonância (repercussão) são fatos gerados por uma rede de eventos entrelaçados ou parte deles. È necessário conhecer o campo de pesquisa e indagar que dados devem ser apurados, analisados e integrados para uma interpretação adequada do desenvolvimento sustentável?
Os resultados destes dados são indicadores e devem ser apresentados ao público além dos resultados os métodos de pesquisa e análise dos mesmos, para que possam servir de fonte de estudos em várias circunstâncias.
Ao compreender a explanação de Levett e observar o site do IBGE (2010) podemos compreender a explicação da apresentação que diz:


Os indicadores são apresentados sob a forma de tabelas, gráficos e mapas, precedidos de uma ficha contendo a descrição das variáveis utilizadas em sua construção, a justificativa e, em casos específicos, comentários metodológicos, incluindo, ao final da publicação, um glossário com a conceituação da terminologia utilizada. ...

A escolha de indicadores ressonantes e subsidiários depende da definição do conceito de desenvolvimento sustentável e das ações políticas objetivadas, o autor salienta que estes processos devem caminhar em uma construção progressiva e conjunta e possuem essência valorativa. Esta proposta do autor se da com base na crença de que melhorar a eficácia da gestão pública e social para o desenvolvimento é a utilidade maior dos indicadores.
Nesta reflexão indago os conflitos ideológicos e valorativos que atrasam o progresso da visão política sustentável na transição de governos, principalmente quando os eleitos advêm de partidos com fundamentos diferentes e a importância do exercício de participação direta dos cidadãos (que são permanentes) na toma de decisões e atuação para concretização de programas em prol da sustentabilidade, assumindo a realização dos mesmos, independente de mudanças políticas, exceto se esta gerir melhorias na visão do bem estar social e ambiental.
O texto lança outro tema polêmico que é a análise de ações quando a proteção da qualidade de vida do homem e do meio encontram-se em situações opositoras. Nesta e em outras situações a definição dos indicadores de pesquisas e tomadas de decisão refletem a visão de mundo que as sociedades possuem, e toda formação ética que as conduz a ação.
A sustentabilidade está constantemente permeada por visões associadas a
objetivos sociais, ambientais e econômicos, a partir da definição da importância destes itens são elaborados formas de estudos. O autor apresenta a comparação entre círculo dos três anéis, uma visão da intersecção entre os fatores e o modelo da boneca russa que trabalha com a visão de conjuntos que contem subconjuntos na ordem decrescentes entre ambiente, sociedade e economia.
A visão intercecsiva auxilia na percepção da interrelação dos três fatores, mas favorece a perda da percepção de que o ambiente é o suporte e meio para a construção dos outros dois elementos de análise. Por este paradigma dos três anéis já vimos o homem e seu sistema econômico prevalecer ao olhar imediatista da qualidade de vida em detrimento da sustentabilidade do ambiente.
O texto estimula o pensar integrativo entre qualidade de vida e sustentabilidade ao definirmos os indicadores de desenvolvimento e ações políticas a serem tomadas com as análises dos mesmos, fazendo-nos voltar à consciência de nossa necessidade de agir como parte e não como dominadores do ecossistema, compreendendo que a sociedade humana e interdependente de todas as demais organizações vivas que integram o ambiente que habitamos.
A busca de indicadores e políticas para solução e equilíbrio entre os elementos que constituem a vida no planeta pode e deve ser favorecida pela capacidade criativa e inovadora, pelo desenvolvimento de tecnologias e comportamentos sustentáveis, prática que já demonstrou efeitos favoráveis às duas metas (qualidade de vida e proteção ambiental). Os casos apresentados reforçam a percepção de que estamos estacionados e a caminho da falência devido às análises e objetivos cartesianos impregnados na política mundial e pela morosidade do movimento de transformação da humanidade quanto a suas crenças e valores, assim como da solidariedade científica (proposta pró-sustentabilidade por Levett), não pela incapacidade humana de recriar sua forma de vida.


LEVETT. Roger. Indicadores de Sustentabilidade - Integrando Qualidade de Vida e Proteção Ambiental
.Jornal da Sociedade Royel Estatística. Uma série de Estatística (na Sociedade), Vol. 161, No. 3 (t 998), pp. 291-302 Publicado por: Blackwell Publishing para a Sociedade Royal Statistical Site: http://www.jstor.org/stable/2983203







Resenha: EstudandoSocial Transformation Transformação Social
Beth Miranda
Mestranda em Desenvolvimento Sustentável e Qualidade de Vida


Os fluxos transacionais e as redes de comunicação, de informação, de trabalho, de cooperação, entre tantas outras, presentes hoje em todas as áreas da vida são o grande desafio para as ciências sociais. As mudanças globais consequentes de processos que, de uma forma ou de forma, promoveram a integração do mundo, principalmente no momento atual, com a globalização, requerem novos estudos e abordagens das ciências sociais.
Transformação social trata-se de a maneira como as sociedades reagem a fenômenos como crescimento, guerras, políticas. E para estudar essas transformações é necessário observar fenômenos que engendraram grandes mudanças na história da humanidade, como o processo de industrialização, a formação do estado-nação e mudanças econômicas, por exemplo. No processo de globalização, transformação social apresenta-se como parte integrante desse processo, mas ao mesmo tempo contradiz sua ideologia central ao entender que as particularidades de cada nação, ou grupo, ou comunidade devem ser consideradas em qualquer estudo; trata-se de uma reflexão que talvez seja a do desenvolvimento sustentável ou desenvolvimento humano, inserido em um capitalismo humanizado em que se pese o consumo ponderado, consciente, regrado por políticas conservacionistas e preservacionistas, pelo controle da natalidade e por políticas de distribuição de renda.
De acordo com o texto, a noção de desenvolvimento passou a ser utilizada a partir de 1945, no período pós-guerra, tendo como foco a vertente econômica. O desenvolvimento econômico apresentava-se como a saída para a reconstrução no período pós-guerra, depois, o conceito volta a ser discutido system competitionna na o conceito volta a entrar em cena o na concorrência entre os sistemas capitalista e comunista, e mais para frente, no surgimento das nações não-alinhadasbloc of nations-the Third World., do Terceiro Mundo.The First World offered a A ineficácia desses modelos de desenvolvimento traz à luz a reflexão da necessidade da renovação. A partir da década de 1980, a revolução da tecnologia da informação transformou muito rapidamente os mercados mundiais. Entre as consequências estão o aumento da sociedade de consumo, a marginalização de populações e o empobrecimento de países industrializados mais antigos. Essas mudanças minaram a autonomia dos países e a capacidade de controlar sua economia. O consumismo exacerbado fruto, dessa transformação de mercados, deixou heranças que agora precisam de severas e urgentes providências, como os graves problemas de degradação ambiental. The result is a social andPara o autor, o resultado é uma crise social e politicalpolítica crisis that affects allque afeta a todos. Estudar transformação social é estudar essas relações entre as nações, comunidades, localidades, e entender como essas relações afetam as comunidades e a vida dos indivíduos.
Para o autor Stiglitz, a solução passa pela mudança de foco, do econômico para o social, significa trabalhar com governos e instituições poderosas com métodos participativos que investiguem as necessidades e interesses de diferentes grupos sociais. A introdução de métodos de avaliação social desde meados da década de 1990 para analisar os efeitos dos projetos sobre as comunidades afetadas marca uma mudança significativa.

O foco dos estudos de transformação social deve ser a identificação e compreensão dos processos transnacionais. Esse processo não deve ser estruturado de cima para baixo, ao contrário, deve basear-se em redes internacional de ligação entre investigadores, ONGs e formuladores de políticas em um esforço comum para compreender e gerir processos de mudança. Castells (1996) argumenta que a rede é a forma de organização específica da sociedade global, em substituição das antigas formas hierárquicas. É preciso entender a experiência local de transformação social. Métodos de cima para baixo, muitas vezes, ignoram a situação social e as necessidades dos grupos locais, especialmente os pobres e as mulheres, que têm pouco acesso ao poder político; esses métodos tendem a concentrar-se sobre as realidades de instituições poderosas e grupos privilegiados, tanto em âmbito global como local, e podem ser cegos para as diferentes realidades de grupos desfavorecidos.
Métodos focados em pesquisas participativas surgiram como críticas radicais às teorias do desenvolvimento herdadas da década de 1970, e começaram a ganhar aceitação a partir da década de 1980. Nos últimos anos, outros métodos de pesquisa participativa foram desenvolvidos, do Rapid Rural Appraisal (RRA), de 1970 e a um grupo de técnicas conhecidas como Participatory Rural Appraisal (PRA), no final dos anos 1980 e início de 1990, originadas a partir do trabalho de Paulo Freire e no princípio de "conscientização", que combinava a aprendizagem social com a pesquisa-ação. A idéia era que os pobres pudessem analisar a sua própria situação e encontrar estratégias para a mudança (Freire, 1970). Técnicas PRA são baseadas no princípio de que a análise do desenvolvimento é um processo coletivo de aprendizagem, incluindo investigadores e todos os diferentes grupos sociais envolvidos em uma situação particular. Métodos participativos dão voz aos grupos desfavorecidos, e dessa forma é muito mais provável encontrar as causas reais dos problemas sociais e soluções viáveis para eles. Trata-se de um trabalho em rede. No entanto, para fazer uma contribuição efetiva para a compreensão e gestão da mudança, a pesquisa de transformação social deve combinar esses métodos de baixo para cima com pesquisas, análises estatísticas, econometria e estudos de política com as abordagens de pesquisa participativa. As r
edes de pesquisa visam entender o local, a partir de métodos participativos e representam o princípio básico para a organização da pesquisa sobre globalização e transformação social. Se a rede é o princípio fundamental de organização da sociedade emergente global (Castells, 1996), também deve ser o princípio básico para a organização de pesquisa sobre a globalização e a transformação social. A investigação em rede é um princípio básico do Programa MOST, que construiu a cerca de vinte anos redes internacionais de investigação em todo o mundo. A maioria das redes enfatiza a interdisciplinaridade, pois a transformação social não pode ser compreendida a partir da perspectiva de uma única ciência social. Nos últimos anos percebe-se uma tendência para cooperação internacional e criação de redes nas ciências sociais. A cooperação internacional tem sido encorajada por alguns órgãos de financiamento independente. Muitos pesquisadores participam de redes internacionais, no entanto, ainda enfrentam dificuldades, e a linguagem é uma delas.

Gente,

Segue, a avaliação da prestação de contas do projeto Estação Jovem Artesão.

MESTRADO UNIFAE
ALUNO: AMÉLIO PASSONI NETO

ORGANIZAÇÃO: AQUATRO
PROJETO SOCIAL: ESTAÇÃO JOVEM-ARTESÃO
1. BREVE INTRODUÇÃO
O projeto social ESTAÇÃO JOVEM ARTESÃO fora promovido pela organização AQUATRO (Agência de Qualificação e Trabalho) em parceria com a BOVESPA através da Bolsa de Valores Sociais e Ambientais (BVS&A).
Fora implementado no município de Jaboatão dos Guararapes (Região Metropolina do Recife), no ano de 2.008.
Teve como objetivo a inserção social de 40 (quarenta) jovens em situação de vulnerabilidade social.

2. FONTE DOS DADOS
Os dados desta avaliação foram compilados do site http://www.bovespasocial.org.br/institucional/ProjetosConcluidos.aspx
ETAPAS DO PROJETO
Realizado esse breve intróito passa-se a análise do projeto ESTAÇÂO JOVEM-ARTESÂO de acordo com Manual para Elaboração, Administração e Avaliação de Projetos Socioambientais do Governo do Estado de São Paulo.
A) APRESENTAÇÃO
A instituição AQUATRO ao se apresentar contou a sua história informando a data do seu surgimento (1.999), os motivos de sua criação, os seus objetivos (empreender projetos sustentáveis e de geração de renda, criando oportunidades de trabalho aos jovens em situação de risco) sua área de atuação (Economia social), e a experiência que deu origem a sua organização (Projeto Amba – Transformando Pessoas e Ambientes – realizado na unidade prisional Anibal Bruno na cidade de Recife/PE)
Portanto, é possível concluir que, em relação a sua apresentação, a instituição AQUATRO o fez de forma adequada e satisfatória.

B) INTRODUÇÃO
O texto introdutório que apresenta o cenário do problema a ser enfrentado pelo projeto social se mostra claro e objetivo, permitindo ao leitor compreender quem é o público alvo (jovens em situação de risco) os problemas socioambientais existentes (jovens de vulnerabilidade sócio-econômico estigmatizados por pertencerem a famílias de apenados e egressos do sistema penitenciário) e o desafios a serem superados (por exemplo: tornar os jovens protagonistas do seu futuro, desenvolvimento de suas competências pessoais, reformulação no modelo familiar, etc.)
Destarte, restando de fácil percepção o cenário do problema a ser encarado não há dúvidas de que a introdução do projeto fora bem elaborada.

C) JUSTIFICATIVA
Apesar de ser apresentada em conjunto com a introdução, a AQUATRO justifica que a proteção do jovem não é mais uma obrigação exclusiva da família e do Estado, mas um DEVER SOCIAL.
Além disso, descreve que o projeto impactará na diminuição da violência praticada ou recebida aos jovens assistidos, na dinamização da economia local criando novos oportunidades de negócios de artesanato aos familiares dos jovens e o desenvolvimento do empreendedorismo juvenil como via de maior reintegração social dos jovens em situação de risco.
Contudo, peca ao deixar de citar dados, referências bibliográficas e experiências anteriores que reforcem sua justificativa.
Assim, apesar de descritas as razões pelas quais deve ser realizado, bem como, destacados os impactos positivos para a qualidade de vida dos jovens em situação de risco e seus familiares, inafastável a conclusão de que a justificativa ou a defesa do projeto poderia ter sido elaborada de forma mais robusta apresentando dados teóricos, estatísticos e/ou práticos sobre o problema com qual vai se trabalhar.

D) OBJETIVO
O objetivo geral oferecido demonstra de forma ampla os benefícios que devem ser alcançados com a implantação do projeto, conforme se nota pelo texto abaixo transcrito:
“Contribuir para a inserção social de 40 jovens em situação de vulnerabilidade social, capacitando-os como protagonistas de seu futuro profissional e gestores do empreendimentos solidários para a produção e comercialização de artefatos para o mercado de ambientação e de artesanato, assegurando desse modo, sua reintegração ao seio familiar e comunitário, resgatando sua auto-estima, recuperando sua cidadania e gerando oportunidades trabalho e renda.”
Os objetivos específicos podem ser identificados através das atividades desenvolvidas pelo projeto, tais como, organização de Cursos de Capacitação Profissional, comercialização dos artefatos, etc. Todavia, poderiam ter sido apontados de maneira mais explícita e didática.
Diante disso, em que pese à falta de uma melhor didática, foi possível identificar o que se pretendeu fazer/realizar através do projeto Estação Jovem-Artesão.

E) PÚBLICO ALVO
Além da área de cobertura do projeto (Município do Jaboatão dos Guararapes – PE, região metropolitana do Recife), resta expressamente especificado quem são os beneficiários diretos e indiretos do projeto, conforme se verifica pelo texto a seguir compilado:
“4) População Atingida:
4.1 Diretos: 40 jovens, em situação de risco social:
15 de 17anos;
10 de 18 anos;
10 de 19 anos e
05 de 20 a 21 anos.
4.2 Indiretos: 100 pessoas (adultos):80 membros da família dos jovens; 20 da comunidade”
Logo, uma vez identificados os seus beneficiários, o projeto claramente descreveu o seu público alvo.

F) METAS
Nesse ponto, apresentou-se de forma objetiva e concreta um quadro com as atividades realizadas, sendo as principais atividades os objetivos e o detalhamento das atividades as metas.
Ainda nesse quadro, descriminou-se o período de tempo a serem realizadas as atividades (“metas”).
Não obstante, descreveram-se os resultados e metas alcançados, inclusive daqueles que não foram previstos pelo projeto.
Por corolário, o projeto conseguiu demonstrar como fazer para alcançar os seus objetivos.

F) METODOLOGIA
A metodologia empregada no projeto se mostrou eminentemente voltada para o método de trabalho, (conjunto de técnicas, instrumentos e recursos) constituindo-se no desenvolvimento de atividades integradas em 04 (quatro) linhas de ações (Articulação com escola, a família e a comunidade; Articulação de Parcerias, Organização de eventos e Realização de Cursos de Capacitação Profissional dos Jovens; e Promoção e organização de atividades esportivas para os jovens e seus familiares) para alcançar os objetivos específicos propostos.
Nesse tocante, cabe acrescentar que resta explicitada a razão da escolha do método e sua forma de utilização para o atingimento de metas e objetivos.
Doutra banda, constata-se que não há utilização ou menção de referenciais teóricos na metodologia.
Destarte, apesar da ausência de referenciais teóricos, fica a impressão de que a metodologia adotada foi suficiente para a implementação e desenvolvimento do projeto social.

G) AVALIAÇÃO
Os dados obtidos permitem constatar que o processo de avaliação fora realizado de forma constante e periódica, pelos próprios membros da instituição, durante todo o ciclo de vida do projeto.
Além disso, em uma análise mais detida levando-se em consideração os dados referentes aos resultados e metas alcançados, é possível visualizar o que mudou devido ao projeto.
Diante disso, apesar de não haver a participação de seus beneficiários, parceiros e financiadores no processo de avaliação, é plausível afirmar que houve avaliação aceitável do projeto.

H) FORMULAÇÃO DE INDICADORES
Em exposição de matriz de monitoramento e avaliação, o projeto apresenta os seus indicadores de resultados acompanhados dos procedimentos para monitoramento e instrumental de registro dos dados.
Nesse tocante, nota-se que para alguns resultados esperados foram adotados mais de 1 (um) instrumento de medida.
Verifica-se que, ao invés dos quantitativos, a instituição adotou indicadores qualitativos ou subjetivos oriundos de observação da própria equipe envolvida no projeto.
Contudo, diante da realização de avaliação pela própria equipe do projeto e da ausência de indicadores quantitativos, a verificação do atingimento dos resultados propostos deve ser interpretada com cautela.

I) IDENTIFICAÇÃO DOS PARCEIROS
No projeto analisado constata-se a ausência de informação de quais seriam os grupos da sociedade civil, os órgãos gestores e os atores sociais com os quais a equipe trabalhou para formar uma rede de relacionamento, o que, inexoravelmente, leva à incerteza quanto à formação e existência dessa rede.
Assim, importante atentar que quanto à identificação dos parceiros houve falha na prestação de contas do projeto.

J) COMUNICAÇÃO DO PROJETO
O projeto não indica os meios pelos quais mobilizaria a comunidade e divulgaria suas ações. Inexiste a citação de estratégias ou mesmo do material que seria utilizado para divulgar o projeto.
Limita-se, ao final, recomendar os parceiros corporativos que divulgassem os resultados dos projetos.
Logo, resta cristalino que com relação à comunicação a prestação de contas do projeto se mostrou falha e ineficiente.

L) TIPOS DE RECURSOS E FONTES DE FINANCIAMENTO
O projeto de utilizou de recursos privados angariados pela Bolsa de Valores Sociais e Ambientais (BVS&A), instrumento criado e administrado pela BOVESPA.
M) ORÇAMENTO DO PROJETO
Da prestação de contas não consta o orçamento do projeto.
Existe somente a informação do valor captado, qual seja, R$ 95.800,00 (noventa e cinco mil e oitocentos reais).
Por corolário, patenteado está mais 1 (uma) falha na prestação de contas do projeto.

N) CRONOGRAMA DE ATIVIDADES
O projeto em seu corpo define o período de duração do projeto e como o conjunto das ações propostas se distribui no tempo.
O) CRONOGRAMA DE DESEMBOLSO
Diferentemente de outros programas concluídos financiados pela Bolsa de Valores Sociais e Ambientais (BVS&A), a prestação de contas não apresenta o cronograma de desembolso dos recursos.
P) PLANEJAMENTO E ADMINISTRAÇÃO DO PROJETO
No projeto analisado existe a indicação de um ponto de partida, o caminho traçado, quais os seus objetivos, as atividades desenvolvidas, entretanto, não há a informação de quais recursos foram utilizados para implementá-lo.
Além disso, não se vislumbra a utilização de metodologias participativas para informar os integrantes da equipe de todas as etapas do projeto.
Portanto, se revela incompleta a prestação de contas quanto ao planejamento e a administração do projeto.

Q) SUSTENTABILIDADE DO PROJETO
Na prestação de contas a instituição AQUATRO procurando demonstrar como o projeto terá continuidade elenca várias estratégias nas dimensões de sustentabilidade, tais como, criação de “franquias sociais”, realização de eventos e feiras locais de artesanato, etc.
Estratégias estas que demonstraram iniciativa e criatividade para dar continuidade no projeto.
Destarte, no tocante à sustentabilidade, a prestação de contas se mostrou acertada.

R) DA EQUIPE DO PROJETO
Inexistem informações quanto à equipe que integrou o projeto, portanto, configurada está mais uma falha na prestação de contas.
CONCLUSÃO:
Face ao exposto, permite-se afirmar que a elaboração do projeto e sua prestação de contas tiveram mais acertos do que erros.
Contudo, não há como deixar de ressaltar falhas em pontos cruciais, tais como, não apresentação de orçamento, de desembolso dos recursos, etc.
Assim, pode-se concluir no sentido de que, apesar da obtenção de financiamento e da implantação, a elaboração do projeto ESTAÇÃO JOVEM ARTESÃO e sua prestação de contas foram parcialmente eficientes de acordo com Manual para Elaboração, Administração e Avaliação de Projetos Socioambientais do Governo do Estado de São Paulo.




Pessoal, alguém possui a tradução do texto: "Sustainability indicators - integrating quality of life and environmental protection" de Roger Levett? Agradeço se postarem aqui e enviarem por e-mail. Adolfo

Por Adolfo Plínio Pereira
Apresentação


Stephen Castles (2001) destaca a importância da Nação-Estado na busca de equidade de tratamento entre os povos e cita ainda sobre o quanto o mundo é desigual em vista das políticas econômicas adotadas ao longo dos anos. Diz este autor que a transformação social só acontecerá se houver maior participação das comunidades nas estratégias dos governos, além de ocorrer uma colaboração internacional com esforços mútuos, que visem a transformação social dos países, respeitando-se, contudo, os valores e a cultura dos povos.
O anseio por transformações faz com que algumas pessoas se organizem em torno dos mesmos objetivos, nascendo destes movimentos as organizações não governamentais (ONG). O Manual para Elaboração, Administração e Avaliação de Projetos Socioambientais, preparado pela Secretaria do Meio Ambiente do Governo do Estado de São Paulo, traz em seu início a seguinte explicação:
Todo projeto nasce do desejo de transformar determinada realidade. É o produto inicial de uma idéia para solucionar uma questão específica. Para ser bem sucedido, o projeto deve ser bem elaborado. Isso significa conter o maior detalhamento possível das atividades propostas, de for ma clara e organizada, para revelar aos interessados o que a instituição pretende fazer, por que deve fazer, e quais as possibilidades reais de obter os resultados esperados (SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE DO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2005, p. 7)

Desta forma, fica claro que um projeto que busque resolver certa situação inadequada vivida por alguma comunidade terá maior apoio e sucesso se for conduzido dentro de padrões pré-estabelecidos. É preciso profissionalização no processo, especialmente se os dirigentes desejarem captar recursos financiadores de suas ações.
Um ponto importante é a avaliação dos resultados dos projetos. Ou seja, a forma com que se vai mensurar e apresentar seus resultados à população atingida pelas ações da entidade, aos financiadores e à comunidade em geral.
Campos e Assumpção (2009) foram muito felizes ao escreverem o artigo “Avaliação de Projetos Sociais: A Rede, os Nós e a Teia”, pois conseguiram sintetizar pensamentos e teorias norteadores de um bom processo de avaliação de projetos de cunho social.
As teorias apresentadas pelos autores envolvem os seguintes tipos de avaliação:
- Centrada em Objetivos: busca determinar o grau em que os objetivos foram alcançados (Modelo Tyler de avaliação, Modelo Metfessel e Michael de avaliação, Modelo de avaliação da discrepância de Provus e Modelo do cubo de Hammond).

- Centrada na Administração: possibilita gerar informações úteis para ajudar na tomada de decisões (Modelo de avaliação CIPP (contexto, insumos, processo e produto) de Stufflebeam e Modelo de avaliação da UCLA).

- Centradas nos Consumidores: possibilita gerar informações sobre o produto ou serviço objetivando ajudar na tomada de decisão para compra ou escolha de serviços (Listas de verificações de Scriven e Modelo CMAS – Sistema de análise de material de currículo).

- Centradas em Especialistas: busca oferecer julgamentos profissionais de qualidade (Sistemas formais de pareceres profissionais (padrão público), Sistemas informais de pareceres profissionais, Pareceres ad-hoc de grupos altamente especializados e individuais e Connaisseur crítico).

- Centradas em adversários: oferece um exame equilibrado de todos os lados de questões controvertidas, pontuando tanto seus pontos fortes como fracos (Modelo de Owens).

- Centradas nos participantes: busca compreender e retratar as complexidades de uma atividade avaliada objetivando a cooperação e o entendimento (Avaliação iluminadora de Parlett e Hamilton, Avaliação responsiva de Stake, Avaliação naturalista e Avaliação emponderante) (CAMPOS; ASSUMPÇÃO, 2009).

Os autores acima proporcionaram o conhecimento de conceitos, teorias e pensamentos em torno do assunto: avaliação de projetos, o que facilitará muito para futuras escolhas sobre o melhor estilo de avaliar os resultados de um ou outro projeto social ou ambiental, sobretudo por ter-se agora informações técnicas a respeito do assunto.


Projeto “Tribos da Paz” da ONG Projeto Não-Violência


A ONG Projeto Não-Violência atua desde 1998 em Curitiba – PR. Seu foco são os jovens estudantes da rede pública de ensino, procurando fazer com que se afastem da violência e cultivem a paz como um norte em suas vidas. Para isso, realiza mapeamento das zonas de risco e identificação de locais onde haja necessidade de sua atuação. Sua ação dentro das escolas públicas visa melhorar o relacionamento entre professores e alunos, reforçando a idéia de que o entendimento entre e das pessoas é um caminho possível para a implantação de um processo de paz na comunidade local.
O Projeto “Tribo da Paz” trabalhou com 150 alunos das escolas de Curitiba e região, com idade entre 12 e 14 anos, e buscou fazer com que estes jovens refletissem sobre as conseqüências de seus atos e se apoderassem do sentido de serem cidadãos importantes para a sociedade
O projeto foi apresentado pela Bolsa de Valores Sociais & Ambientais (BVS&A) em seu site e foi concluído entre 15/04/2008 e 23/04/2010. O total captado para este projeto foi de R$96mil (BVS&A, 2010)


Análise dos resultados

Considerando o que afirmam Campos e Assumpção (2009, p. 4) “com relação ao momento em que é realizada, a avaliação de um projeto social pode ser caracterizada de três formas: antes (ex-ante) do início, durante (in-itineri) e depois (expost) do projeto executado”, pode-se considerar que a apresentação do projeto social “Tribos da Paz” no site da BVS&A é incompleta.
As informações ali constantes são superficiais e demandam de maior investigação por parte de eventuais interessados no projeto. Isso, contudo, contraria a idéia de que os investimentos foram captados via Bolsa de Valores Sociais & Ambientais e, portanto, o compromisso desta para com o público, em especial, com os investidores, tornou-se perene.
Exatamente por esta questão este projeto foi escolhido, para mostrar que, de uma forma geral, não se considera as avaliações de resultados dos projetos algo importante, relevante. Por outro lado, é preciso evitar qualquer desconfiança sobre a correta aplicação dos recursos doados, para que a credibilidade da entidade captadora de recursos mantenha-se em alto nível.
Pode-se considerar também que o fato do projeto “Tribos da Paz” estar no site da BVS&A ser sinal de que há seriedade no negócio, contudo, é inegável que as informações apresentadas sobre o desenvolvimento do projeto não são suficientes para uma avaliação competente de seus efetivos resultados.
Num esforço de se encontrar sinais da presença de conceitos de avaliação de resultados de projetos, com base em Campos e Assumpção (2009), este autor teve a percepção de estar presente a Avaliação Centrada na Administração, pois as informações apresentadas no site buscam alicerçar uma tomada de decisão, ou seja, de se contribuir ou não com o projeto.
Outro tipo de avaliação que o projeto pode ser enquadrado é na Centrada nos Consumidores, pois o Projeto “Tribos da Paz” é somente um dos diversos projetos apresentados ao público e potenciais financiadores no site da entidade, caracterizando-o como um produto a ser escolhido entre outros tantos. Os pontos estudados pelos investidores devem se identificar com aqueles que são apresentados nas “Listas de verificação de Scriven”: relevância do projeto, tamanho do mercado, desempenho do projeto, custo-benefício e ampliação da base de apoio ao projeto (CAMPOS; ASSUMPÇÃO, 2009).
Considerando ainda que o projeto deve ter passado por criteriosa análise de profissionais da BVS&A, crê-se então que também se enquadre na avaliação de resultados Centrada em Especialistas. Algo que não fica claro no site, sendo esta apenas uma suposição.


Considerações finais


O Projeto “Tribos da Paz” traz no seu contexto um assunto bastante importante para a sociedade brasileira, que é a violência entre os jovens. O fato de se criar uma ONG com o objetivo específico de disseminar a cultura da paz entre os jovens, algo que deveria ser inato para qualquer ser humano, é sinal de que ainda estamos longe de conquistar um desenvolvimento pleno do nosso país, o que não se limita, obviamente, somente às questões econômicas.
Há de se apoiar iniciativas como estas do Projeto Não-Violência de Curitiba em todo país, pois é aos poucos, com ações locais, que a realidade social do país continuará se transformando, o que poderá permitir que o Brasil seja em breve, um país rico em Qualidade de Vida para todos.


Referência Bibliográfica

ASSUMPÇÃO, José Jairo; CAMPOS, Lucila Maria de Souza. Avaliação de Projetos Sociais: A Rede, os Nós e a Teia. XXXIII Encontro da ANPAD, São Paulo, set. 2009.

BVS&A - BOLSA DE VALORES SOCIAIS 7 AMBIENTAIS. Projeto “Tribos da Paz” ONG Projeto Não-Violência. Disponível em <http://www.bovespasocial.org.br/institucional/ProjetosConcluidos.aspx#1> Acesso em 02 jun. 2010.


CASTLES, Stephen. Studying Social Transformation. International Political Science Review / Revue internationale de science politique, Vol. 22, No. 1, Management of Social Transformations. Gestion des transformations sociales (Jan., 2001), pp. 13-32.

SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE DO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Manual para Elaboração, Administração e Avaliação de Projetos Socioambientais. São Paulo: SMA/CPLEA, 2005.







SUGESTÃO: Inclua aqui algo sobre o trabalho que você está realizando - análise crítica de uma prática sócio-ambiental....

Este espaço é seu... edite á vontade - compartilhe!

Luciel



RESENHA – TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS
Aluno: Cássio Almeida



Nas ultimas décadas as mudanças globais causaram muitas mudanças causando impactos da globalização sobre as transformações sociais as grandes massas e como as sociedades nacionais são afetadas nas suas comunidades locais e suas unidades.
Com isso forma-se uma nova forma de pensar em políticas sociais, com a necessidade de evoluir fugindo das “velhas” escolas de políticas sociais. Há uma necessidade de entender como a Globalização causa impactos sobre as sociedades locais e suas unidades.
Tornou–se indispensável um estudo social mais amplo e mais completo abrangendo não somente aspectos econômicos e sociais mas também para as experiências históricas, padrões culturais, relações internacionais, valores filosóficos e religiosos, assim como, os fatores específicos que produzem diferentes efeitos e reações a nível regional, nacional e local.
E por isso essas ações com idéias globais devem ser locais respeitando as diferenças das mais diversas áreas e unidades sociais expandindo para níveis maiores partindo do meio local, passando para o regional, nacional e o global. Deve existir uma torça de informações e experiências entre os mais diversos níveis.
Por isso fica evidente a necessidade de estudos multidisciplinares com processos participativos das mais diversas áreas unindo áreas sócias, políticas, culturais, econômicas, religiosas e culturais, envolvendo a importâncias das necessidades e os interesses dos mais diversos níveis sejam locais, regionais, nacionais e globais







RESENHA – ARTIGO ESTUDANDO TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS
ALUNO: AMÉLIO PASSONI NETO
No último quarto de século, mudanças globais, crescimento das ligações e dos fluxos transnacionais deram origem a grandes transformações sociais em todo mundo. Mudanças estas que permeiam todas as áreas da vida social, afetam as fronteiras nacionais e tornam as comunidades e regiões mais interligadas e independentes.
Como consequência, para compreensão dessas transformações tornou-se necessário perquirir uma nova abordagem das ciências sociais, até então baseada na teoria social clássica (velhas dicotomias econômicas e culturais), onde se possa examinar as diferentes formas em que as forças da globalização afetam as comunidades locais e sociedades nacionais.
Tornou-se essencial no estudo da transformação social não olhar somente para os aspectos econômicos e culturais, mas também para as experiências históricas, padrões culturais, relações internacionais, valores filosóficos e religiosos, assim como, os fatores específicos que produzem diferentes efeitos e reações a nível regional, nacional e local.
O foco principal passa a ser a identificação e compreensão dos processos transnacionais e os efeitos de tais nas diversas comunidades e grupos tanto a nível regional, local quanto nacional e internacional.
Para a maioria das pessoas, devido à produção e distribuição, às relações sociais, às práticas culturais e onde se desenvolve a vida cotidiana, o nível preponderante para experimentar a transformação social é o local. Entretanto, o estudo de transformação social deve dar tanta importância ao local e ao global, sem se esquecer do nível nacional e regional entre os dois.
Não obstante, para uma contribuição efetiva do estudo de transformação social surge à necessidade de aliar-se as grandes pesquisas, análises estatísticas, econometria, as abordagens investigativas sensíveis às necessidades, interesses e valores de todos os grupos envolvidos nos processos de mudança (abordagens participativas).
Além disso, diante desse novo foco, imperioso se mostra uma abordagem em que os pesquisadores em diversos países, ocidentais e não ocidentais, tornem-se parceiros iguais no processo de investigação, transformando-o em um processo colaborativo entre iguais.
Em outras palavras, o estudo de transformação social deve ser desenvolvido por equipes interdisciplinares que, trabalhando como parceiros iguais e utilizando-se das abordagens clássicas e participativas, levem em consideração os aspectos globais e locais e suas ligações com à área a ser examinada, bem como, estejam atentos e sensíveis, além da economia, as relações internacionais, a cultura, religião, história, filosofia religião da comunidade ou sociedade estudada.






Pessoal, ai vai a minha resenha sobre o texto do Sthepe Castles
O texto de Sthephen Castles, Estudando a Transformação Social, nos coloca frente a frente com uma mudança no conceito de desenvolvimento. A partir desse texto podemos entender que utilizar o conceito de transformação social como uma ferramenta de analise não significa abandonar os objetivos do desenvolvimento e sim ir além das idéias iniciais onde o crescimento econômico é o único objetivo e podemos ampliar esse horizonte utilizando ações sociais e políticas para ajudar as comunidades a melhorarem sua qualidade de vida.
Para que isso ocorra é preciso que o desenvolvimento tenha também como objetivo a sustentabilidade, onde o aumento da renda per capita é apenas um dos muitos objetivos. O desenvolvimento sustentável visa também uma saúde melhor, oportunidade de educação, tem também como objetivo dar a chance de cada pessoa de participar da vida publica de sua comunidade, garantindo assim uma administração honesta e eficiente. É objetivo também proteger o meio ambiente e buscar um equilíbrio social.
Também faz parte do estudo da transformação social o desenvolvimento humano, que inclui o crescimento da capacidade e funções dos indivíduos tornando-os capazes de decidir o que podem fazer para melhorar as suas vidas. É um processo de crescimento de escolhas que inclui desejos pessoais, seja de bens materiais, de um meio ambiente mais saudável ou de melhores condições de trabalho, direitos humanos, liberdade cultural e religiosa.
Do ponto de vista de Sthepens essa pesquisa de transformação social vai muito além dos aspectos gerais globalizados. Existem fatores como as diferenças econômicas, políticas, experiências históricas, filosóficas, valores religiosos, culturas e relações sociais que interferem nesse processo. Os processos são multidirecionais onde os fatores locais, regionais e nacionais ajudam a compor o global.
O estudo de transformação social é um processo amplo que deve ter uma abordagem holística, sem deixar de lado os fatores históricos e culturais e Sthepen entende que as redes de pesquisa contribuem para que essa abordagem ocorra por enfatizar a interdiciplinaridade e não se prender a uma única ciência social.


Andrea Soares Paes de Menezes





PROJETO CAIUBI – PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA KLABIN
Devido a área de atuação da Klabin, que é a maior produtora e exportadora e recicladora de papéis do Brasil, além de produzir e comercializar madeiras em toras, a empresa desenvolve projetos de responsabilidade ambiental e social, com o intuito que a população entenda que a Klabin, se preocupa com o meio ambiente e com a sustentabilidade.
Para assegurar um correto entendimento de todas as partes interessadas do seu real compromisso com a promoção do desenvolvimento sustentável em seus projetos, investimentos e empreendimentos, a Klabin elaborou uma política de sustentabilidade.
"A Klabin S.A. é uma empresa que produz madeira, papéis e cartões para embalagem, embalagens de papelão ondulado e sacos. Atua nos mercados interno e externo e se fundamenta nos seguintes princípios de sustentabilidade para todas as atividades relativas aos seus produtos e serviços:
1. Buscar a qualidade competitiva, visando à melhoria sustentada dos seus resultados, aperfeiçoando continuamente os processos, produtos e serviços para atender às expectativas de clientes, colaboradores, acionistas, comunidade e fornecedores.
2. Assegurar o suprimento de madeira plantada para as suas unidades industriais, de forma sustentada, sem agredir os ecossistemas naturais associados.
3. Praticar e promover a reciclagem de fibras celulósicas em sua cadeia produtiva.
4. Evitar e prevenir a poluição por meio da redução dos impactos ambientais relacionados a efluentes hídricos, resíduos sólidos e emissões atmosféricas.
5. Promover o crescimento pessoal e profissional dos seus colaboradores e a busca da melhoria contínua das condições de trabalho, saúde e segurança.
6. Praticar a Responsabilidade Social com foco nas comunidades onde atua.
7. Atender à legislação e normas aplicáveis ao produto, meio ambiente, saúde e segurança."
Um dos programas criados pela Klabin para assegurar o “correto entendimento” de suas ações é o programa Caiubi, um projeto criado em outubro de 2001 que tem a proposta de contribuir para a formação de cidadãos críticos e conscientes através da capacitação de professores da rede municipal e estadual de ensino pré- escolar e ensino médio, para desenvolver programas ambientais nas escolas abordando a fauna e a flora regionais, buscando estimular regionalmente uma consciência ecológica com visão holística.
O programa possui ações como oficinas com palestras, curso teórico-prático com a participação de pelo menos um professor de cada escola, visita técnica e desenvolvimento de projetos de educação ambiental.
No Paraná, o Programa Caiubi é realizado em parceria com as Secretarias Municipais de Educação dos municípios vizinhos e o Núcleo Regional de Educação, as atividades acontecem na Fazenda Monte Alegre e são realizadas em quatro etapas. A primeira é um dia de visita ao Parque Ecológico existente no local.
A seguir, é realizado um curso teórico-prático com a participação de pelo menos um professor de cada escola. A terceira fase é o desenvolvimento de projetos de educação ambiental nas escolas, encerrando com um workshop, em que as escolas apresentam seus projetos e os trabalhos desenvolvidos ao longo do ano.
As palestras são ministradas pelo técnico da Apremavi, Leandro Casanova. A palestra de 2010 foi sobre as potencialidades que empresas do setor florestal tem a contribuir para a sustentabilidade sócio-econômica e ambiental nas suas regiões de atuação.

A mensagem que a Klabin quer deixara aos professores durante o curso é que é perfeitamente possível conciliar atividades econômicas no meio rural com os cuidados necessários ao meio ambiente. Também foram abordados aspectos ligados à legislação ambiental, no intuito de desmistificar certas informações sobre a aplicação do código.
Ao final da palestra é desenvolvido junto aos participantes o Jogão Fique Legal, uma brincadeira lúdica cujo objetivo é mostrar que de forma divertida é possível aprender a importância de conviver em harmonia com a natureza.
O Programa Caiubi já capacitou mais de 400 professores de 125 instituições de ensino em Santa Catarina e até setembro de 2008 beneficiou 188 mil alunos e 2.479 professores em 565 escolas do Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais.
A Klabin desenvolve um relatório de sustentabilidade para divulgar todas as suas ações e parece atingir seus propósitos.
Nesse relatório a empresa divulga dados sobre o consumo de materiais, energia, água, tratamento de efluentes, emissões atmosféricas, crédito de carbono, geração de resíduos sólidos, gases de efeito estufa, através de gráficos mostrando os resultados na melhoria de desempenho ambiental no período entre 1998 e 2009.
Os projetos ambientais e sociais mantidos pela Klabin compreendem a constituição do parque ecológico (11.196 hectares), o programa matas legais (formação de matas ciliares), projeto de apicultura e meliponicultura, fito terapia (manejo de plantas medicinais), herbário Klabin, projetos de educação ambiental como o programa Caiubi, protetores ambientais, força verde mirim, COPATI (consórcio para a proteção ambiental da bacia do rio Tibagi).
Dias 19 e 20 de maio de 2010, a Klabin realizou a 11ª edição do Programa Caiubi de educação ambiental, reunindo 40 professores das redes públicas municipal e estadual de 16 cidades da região do Alto Vale do Itajaí e da Serra Catarinense. Pela primeira vez o programa reuniu essa variedade de municípios, o que mostra o sucesso do projeto e mostrando que o programa Caiubi vem atendendo a proposta oferecida onde educadores passam a exercer na comunidade os conceitos e conhecimentos de educação ambiental adquiridos, o que contribui com a formação de cidadãos críticos e conscientes.
O Programa Caiubi está em linha com a Política de Sustentabilidade da Klabin, que prevê em seus princípios o compromisso em praticar a responsabilidade socioambiental nas comunidades onde atua.
No site da BM&F BOVESPA existe uma pagina chamada “EM BOA COMPANIA” que divulga as notícias e os projetos que empresas listadas desenvolvem em Sustentabilidade. Estas iniciativas do setor privado têm contribuído de forma crescente para o desenvolvimento sustentável do país. O site tem o objetivo de divulgar estas boas práticas corporativas para que os investidores e demais públicos de relacionamento acompanhem e valorizem esta agenda. O projeto Caiubi da Klabin faz parte dos projetos apresentados nesse site.
A Klabin mostra com esse trabalho ser uma empresa que é realmente atuante em seus projetos, visto que o próprio programa Caiubi está em ação a 9 anos de forma crescente. Apesar de ser uma contribuição para a sociedade em termos de educação ambiental infantil e capacitação de professores para a educação ambiental, é indagável a existência de uma visão paralela no intuito de uma empresa produtora de papel ser vista como uma preservadora ambiental ao invés de ser vista como uma empresa que degrada o meio ambiente.
Andrea e Cassio






Crítica ao modismo da Sustentabilidade nas empresas...


Comentário sobre artigo de Jeffrey Pfeffer, na Revista Academyof Management Perspectives, com crítica da abordagem empresarial ao tema da sustentabilidade.
==> Leia e comente: O sol na peneira - Thomaz Wood Jr.





SLIDES


Sobre Stephen Castles, autor do artigo "Studying Social Transformation"
Sociólogo e economista político, trabalha com dinâmica da migração internacional, governança global, multiculturalismo, transnacionalismo, migração e desenvolvimentoE tendências da migração regional na África, Ásia e Europa. Suas pesquisas e publicações são influentes contribuições para o desenvolvimento da pesquisa interdisciplinar para a migração e transformação social.
Foi professor de Estudos de Migrações e Refugiados e Diretor do Instituto de Migração Internacional (IMI) no Universidade de Oxford, Reino Unido, até agosto de 2009. Ele continua a ser diretor adjunto do IMI, e participa em diversos projetos de pesquisa. Entre 2001-2006, ele foi Diretor do Centro de Estudos de Refugiados da Universidade de Oxford. Em setembro de 2009, Stephen Castles foi nomeado Presidente de Pesquisa em Sociologia da Universidade de Sydney.
A atividade principal Stephen Castles na Universidade de Sydney é um projeto de pesquisa financiado pela Agência de Refugiados da ONU sobre Transformação Social e Migrações Internacionais no Século 21, com trabalhos de campo na Austrália, Gana, México e República da Coreia. Este projeto de cinco anos, vai analisar a base teórica e metodológica sobre as migrações internacionais. Os decisores políticos e acadêmicos preocupados com a migração, muitas vezes a vêem como problemática, buscam estratégias para reduzir problemas e conflitos. O ponto de partida para este projeto é a suposição de que a mobilidade humana é uma parte normal da vida social. Às vezes de rápidas mudanças, como a época atual de globalização acelerada, a migração internacional tende a crescer em volume e tornar-se cada vez mais importante como um fator que ajuda a remodelar a sociedade. Asssim, as migrações devem, ser vistas não apenas como um resultado da mudança, nem a causa da mudança, mas como parte integrante dos processos de transformação social.

Site oficial => Stephen Castles


PLANO DE AULA 11-06-2010

Studying Social Transformation

Manual para Elaboração, Administração e Avaliação de Projetos Socioambientais

Juiz que viveu em favela dá exemplo de transformação social
Um degrau de cada vez para promover a justiça.
Existem iniciativas em comunidades carentes que tiveram muito êxito.
Um juiz de Ribeirão Preto, mostra como é possível tornar a Justiça mais
eficiente. Para isso, ele saiu do conforto do gabinete e descobriu
maneiras de melhorar a vida de moradores de favelas da cidade.
Pela ação, ele recebeu o prêmio Innovare, que reconhece a
importância de práticas que melhoram o
funcionamento da Justiça.



Gis - Grupo de Inclusão Social - Juiz de Fora, MG

Grupo de egressos do sistema prisional que realiza atividades
de transformação social nas comunidades e escolas. Tais atividades
são palestras, eventos, oficinas e outras cuja o foco é o diálogo
para a prevenção à criminalidade. O grupo tem parcerias com cursos
profissionalizantes e escolas para que os egressos possam aumentar
seu grau de escolaridade e conseguir emprego.





28/05/2010 - =Os preferidos do público=

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Na opinião dos leitores, o Brasil possui os melhores relatórios de sustentabilidade do mundo. O reconhecimento aconteceu na quinta-feira 27/05, em Amsterdã, durante a Conferência da Global Reporting Initiative (GRI), organização que estabelece o padrão mundial para esse tipo de publicação. As empresas brasileiras ganharam todas as seis categorias do premiação, intitulada Reader’s Choice. O Banco do Brasil foi o mais destacado ao vencer na categoria geral e na preferência dos investidores e do público interno. A Vale foi a escolhida pela sociedade civil, enquanto a Natura recebeu o reconhecimento da cadeia de fornecedores e o Bradesco levou o prêmio de relatório mais efetivo, aquele que melhor atendeu às necessidades dos seus públicos. A Report Comunicação participa da produção dos relatórios de três dos quatro ganhadores: Vale, Natura e Bradesco. (Envolverde/Report Comunicação)
Fonte: http://www.envolverde.com.br/materia.php?cod=75303&edt=1
(Agência Envolverde / Report Comunicação)


E daí? Qual sua opinião?
Luciel H. Oliveira


Processos participativos: comunidade e práticas sociais


Avaliação de Projetos Sociais: A Rede, os Nós e a Teia


Paulo Freire e o conceito de "Empoderamento"



Organização e Participação Social - Caso ASMARE, Belo Horizonte


Conheça o trabalho e a história de Dona Geralda, Catadora e Empreendedora Social selecionada pela Ashoka pelo excelente trabalho que desenvolveu em Belo Horizonte na associação de catadores ASMARE, que hoje conta com 250 catadores associados e é referência nacional replicada em vários estados.




Funcionamento da ASMARE - Belo Horizonte






Discussão sobre os impactos sócio-ambientais da Hidrelétrica de Belo Monte
Belo Monte é uma usina hidrelétrica projetada a ser construída no Rio Xingu, no estado brasileiro do Pará. Sua potência instalada será de 11,233 GW, o que fará com que seja a maior usina hidrelétrica inteiramente brasileira,[1] visto que a Usina Hidrelétrica de Itaipu está localizada na fronteira entre Brasil e Paraguai. ==> Belo Monte


Vídeo institucional sobre a usina Belo Monte




Energia sim, Belo Monte não




Povos do Xingu contra a construção de Belo Monte



Brasil - Governo consegue realizar o leilão da Usina de Belo Monte





PROGRAMA DA DISCIPLINA


EMENTA:
Processos participativos, comunidades e práticas sociais. Construção de identidade; percepção do ambiente; estratégias pessoais e coletivas de intervenção no ambiente; estudos de casos de transformação sócio ambiental. A natureza dos projetos sociais e critérios para compreendê-los e avaliá-los; Elaboração e avaliação de Projetos Sociais. Principais problemas envolvidos na avaliação de projetos sociais, incluindo avaliação de políticas públicas; Prática de elaboração e avaliação de projetos sociais e ambientais: dificuldades e critérios básicos necessários.

OBJETIVOS: Discutir processos participativos, comunidades e práticas sociais. Estudar casos de transformação sócio-ambiental. Discutir práticas de elaboração e avaliação de projetos sociais e ambientais. Capacitar os alunos para elaboração, análise e apresentação de um projeto de transformação social e/ou ambiental, aplicado á realidade regional.

METODOLOGIA: Aulas teóricas expositivas, estudos de caso, vídeos relatórios de leitura e análise, complementado pela leitura de artigos científicos. Elaboração, discussão, análise e apresentação de projetos de transformação social e/ou ambiental aplicado á realidade regional.

EMENTA: Processos participativos, comunidades e práticas sociais. Construção de identidade; percepção do ambiente; estratégias pessoais e coletivas de intervenção no ambiente; estudos de casos de transformação sócio ambiental. A natureza dos projetos sociais e critérios para compreendê-los e avaliá-los; Elaboração e avaliação de Projetos Sociais. Principais problemas envolvidos na avaliação de projetos sociais, incluindo avaliação de políticas públicas; Prática de elaboração e avaliação de projetos sociais e ambientais: dificuldades e critérios básicos necessários.

OBJETIVOS: Discutir processos participativos, comunidades e práticas sociais. Estudar casos de transformação sócio-ambiental. Discutir práticas de elaboração e avaliação de projetos sociais e ambientais.
Capacitar os alunos para elaboração, análise e apresentação de um projeto de transformação social e/ou ambiental, aplicado á realidade regional.


METODOLOGIA: Aulas teóricas expositivas, estudos de caso, vídeos relatórios de leitura e análise, complementado pela leitura de artigos científicos. Elaboração, discussão, análise e apresentação de propostas de transformação social e/ou ambiental aplicado á realidade regional.

CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO: Avaliações por meio de trabalhos, participação, seminários e uma avaliação final, relacionada a elaboração e apresentação de um projeto de transformação social e/ou ambiental aplicado á realidade regional. Estarão aprovados os alunos com nota final igual ou superior a 7,0 (sete) – conceitos A,B ou C.



CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

· Processos participativos, comunidades e práticas sociais
· Percepção do ambiente;
· Estratégias pessoais e coletivas de intervenção no ambiente.
· Mapeamento, diagnósticos e intervenções participativas no campo sócio ambiental
· Participação Emancipatória
· Construção de projetos em educação ambiental
· Avaliação de Projetos Sociais.
· Construção de parâmetros das ações sócio-educativas.
· Discussão de Práticas em gestão socioambiental do Brasil.
· Investimento Social Privado no Brasil: Conceito e Práticas em Construção.
· O que é transformação social. Exemplos de práticas de transformação Social.
· Elaboração de uma proposta de transformação social e/ou ambiental aplicado á realidade regional
· Discussão, análise e apresentação de propostas de transformação social e/ou ambiental aplicado á realidade regional.





PLANO DE ENSINO - PROGRAMAÇÃO AULA A AULA




Aula / Data
Tópico
Bibliografia básica
1 – 30/04/10
Processos participativos, comunidades e práticas sociais
Percepção do ambiente; estratégias pessoais e coletivas de intervenção no ambiente.

Mapeamento - MAPEEA
2- 07/05/10
Mapeamento, diagnósticos e intervenções participativas no campo sócio ambiental
Mapeamento - MAPEEA
3- 14/05/10
Participação Emancipatória: Reflexões sobre a mudança social na complexidade contemporânea.
TASSARA, Eda, ARDANS, Omar
4- 21/05/10
Construção de projetos em educação ambiental – processos criativos e responsabilidade nas intervenções.
Avaliação de Projetos Sociais.

Avaliação de Projetos Sociais: A Rede, os Nós e a Teia ASSUMPÇÃO, CAMPOS (2009)
5- 28/05/10
Avaliação: construindo parâmetros das ações sócio-educativas.
CARVALHO (2005)
6- 11/06/10
Discussão de Práticas em gestão socioambiental do Brasil. Análise de casos práticos.
MARCONDES, LAVORATO; RUSCHEL (2007)
7- 18/06/10
Investimento Social Privado no Brasil: Conceito e Práticas em Construção. Análise de casos práticos.
NOGUEIRA, SCHOMMER (2009)
8- 02/07/10
O que é transformação social. Exemplos de práticas de transformação Social.
MARCONDES, LAVORATO, RUSCHEL (2007)
9- 16/07/10
Elaboração de uma proposta de transformação social e/ou ambiental aplicado á realidade regional
SILVA, SILVA (2009)
10- 23/07/10
Discussão, análise e apresentação de propostas de transformação social e/ou ambiental aplicado á realidade regional.


REFERÊNCIAS BÁSICAS
1. ASSUMPÇÃO,J.J., CAMPOS, L.M.S. Avaliação de Projetos Sociais: A Rede, os Nós e a Teia. In: XXXIII Encontro da AnPAD - Assoc. Nac. dos Programas de Pós-Graduação em Administração. São Paulo, Set. 2009.
2. CARVALHO, Maria do Carmo Brant de (Coord).
Avaliação: construindo parâmetros das ações socioeducativas. São Paulo: Cenpec, 2005.
3. GONÇALVES JUNIOR, Oswaldo. Construção Social de Mercados, Novos Arranjos e Configurações no Desenvolvimento: o Caso da Caprinovinocultura no Semi-árido.
In: XXXIII Encontro da AnPAD - Assoc. Nac. dos Programas de Pós-Graduação em Administração. São Paulo, Set. 2009
4. INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL & APREMAVI.
Elaboração de projetos socioambientais. Pequeno Manual para Elaboração de Projetos.São Paulo. Junho, 2001. http://www.socioambiental.org
5. MARCONDES, A.; LAVORATO, M.L.; RUSCHEL, R.R.(Org.)
Benchmais: As 85 melhores práticas em gestão socioambiental do Brasil. São Paulo: Mais Projetos: Instituto Envolverde. Cotia: Rushel & Associados Marketing Ecológico, 2007.
6. NOGUEIRA, F.A., SCHOMMER, P.C. Quinze Anos de Investimento Social Privado no Brasil: Conceito e Práticas em Construção. In:
XXXIII Encontro da AnPAD - Assoc. Nac. dos Programas de Pós-Graduação em Administração. São Paulo, Set. 2009.
7. SILVA, J.O.; PEDLOWSKI, M.A. (Org.)
Atores sociais, participação e ambiente. Porto Alegre: Dacasa Ed. 2008.
8. SILVA, Maria Valesca Damásio de Carvalho; SILVA, Franklin Carlos Cruz da. Participar para Desenvolver: Alternativas além do Paradigma Hegemônico. In:
XXXIII Encontro da AnPAD - Assoc. Nac. dos Programas de Pós-Graduação em Administração. São Paulo, Set. 2009
9. SILVEIRA, Cássio. Construção de projetos em educação ambiental – processos criativos e responsabilidade nas intervenções. Cap. 16 (p.599-616) In: PHILIPPI Jr., A., PELICIONI, M.C.F. (Editores).
Educação Ambiental e Sustentabilidade
. Barueri: Manole. 2005. (Coleção Ambiental, 3)
10. SMA / CPLEA. São Paulo (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Coordenadoria de Planejamento Ambiental Estratégico e Educação Ambiental.
Manual para Elaboração, Administração e Avaliação de Projetos Socioambientais. Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Coordenadoria de Planejamento Ambiental Estratégico e Educação Ambiental. São Paulo: 2005.
11. TASSARA, Eda Terezinha de Oliveira.
Avaliação de projetos sociais: uma alternativa de inclusão? São Paulo: julho de 2002. Palestra apresentada no curso de Avaliação de Projetos Sociais: construção de indicadores. Promovido pelo Lab-Social. Disponível em http://www.labsocial.com.br/textosecontextos.html
12. TASSARA, Eda, ARDANS, Omar. Participação Emancipatória: Reflexões sobre a mudança social na complexidade contemporânea. LABI – Inst. de Psicologia. São Paulo: USP. N.9. 2003.
13. TASSARA, Eda, et all. MAPEAMENTOS, DIAGNÓSTICOS E INTERVENÇÕES PARTICIPATIVOS NO SOCIOAMBIENTE. Ministerio do meio ambiente. 2007


REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES **
1. CASTIEL, L.D. Dédalo e Dédalos: identidade cultural, subjetividade e os riscos à saúde. In: Czeresnia D, Freitas CM, Org. Promoção da saúde: conceitos, reflexões e tendências. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2003. p. 79-95.
2. CROCHIK, J. L. (org)
Teoria crítica e formação do indivíduo. São Paulo, Casa do psicólogo. 2007


3. Fabriani, C. Cultura de Segurança Versus Cultura De Risco: Estudo Psicossocial Sobre O Olhar E A Possibilidade De Captação De Informações Ambientais. (Tese)
4. GIDDENS, A.
Modernity and self-identity: Self and society in the late modern age. California, Stanford University Press, 1999.
5. Gonçalves Filho, José Moura.
Humilhação social - um problema político em psicologia. Psicol. USP, 1998, vol.9, no.2, p.11-67.
6. PELICIONI, Andréa Focesi.
Ambientalismo e educação ambiental: dos discursos às práticas sociais. O MUNDO DA SAÚDE São Paulo: 2006: out/dez 30(4): 532-543
7. PHILIPPI Jr., A., PELICIONI, M.C.F. (Editores). Educação Ambiental e Sustentabilidade. Barueri: Manole. 2005. (Coleção Ambiental, 3)
8. ROCHE, Chris.
Avaliação de Impacto dos Trabalhos de ONGs. São Paulo: Cortez: ABONG; Oxford Inglaterra: Oxfam. 2000.
9. SANTOS, B, de s.
Pela mão de Alice: O social e o político na pós-modernidade. São Paulo, Cortez editora. 1999
10. SEADS - Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social.
Ação Social em São Paulo: 23 boas práticas. São Paulo: 2006.
11. SILVA, RS.
Metodologias participativas para o trabalho de promoção de saúde e cidadania. SãoPaulo: Vetor; 2002.
12. SMOLKA, Ana Luiza Bustamante O (im)próprio e o (im)pertinente na apropriação das práticas sociais.
Cadernos Cedes, ano XX, nº 50, Abril/00
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